sábado, 7 de outubro de 2017

O ESPÍRITO DA CRUZ. 72 – Uma coisa é estar na igreja, outra bem diferente, é estar em Cristo!!!

Uma coisa é estar na igreja, outra bem diferente, é estar em Cristo. Se alguém estiver em Cristo estará na igreja, mas, pode ser que alguém só esteja na igreja e jamais estará em Cristo. Para estar na igreja basta o batismo nas águas, contudo, para estar em Cristo é preciso o batismo na morte. Sem a morte do ego com Cristo não há cristianismo.

A igreja é um organismo vivo, mas pode ser também apenas uma organização. Como organismo, a igreja é o corpo vivo de Cristo. Como organização, não passa de uma agremiação para fins lucrativos ou religiosos. Não devemos ficar confusos com isto. A igreja orgânica tem organização, porém, não é uma mera instituição de ritos e formalidades. O que organiza esta comunidade é a vida de Cristo – agindo pelo Espírito, espiritualmente, em cada um dos seus membros. É uma casa de família onde a família se comunica com transparência e age em harmonia comunitária.

Religião e Evangelho são totalmente diferentes. A religião, no que diz respeito à reunião das pessoas, produz entidades corporativas a serviço do humanismo, enquanto o Evangelho investe na libertação das pessoas, para que vivam livres pela graça de Deus.

Jesus falou do trigo e do joio na igreja. O trigo é o filho de Deus e o joio, o filho do maligno. O Semeador plantou o trigo de dia e o impostor plantou o joio à noite. – Um é luz e o outro, trevas. Mas, Jesus disse que não era possível separar, agora, um do outro. O trigal vai ter que conviver no mesmo campo, nesta era, com a plantação do joio.

A cizânia ou joio é muito parecida com o trigo, mas eles são diferentes em três pontos importantes: na raiz, no porte e no fruto. A raiz da erva detinha fica bem arraigada ao solo; o joio está preso à terra ou ao mundo, enquanto o trigo pode ser arrancado com certa facilidade. O porte da cizânia é altivo e sempre cresce mais que o trigo, ficando com a sua espiga empinada, porque não tem grão, é xoxo. Só o trigo tem fruto de verdade.

O joio está na igreja, mas ele não gosta do trigo, nem da igreja. A sua atividade é confundir os ingênuos e gerar desordem. Porém, se alguém não gosta de igreja, nunca, jamais poderá fazer parte saudável de nenhuma igreja. A verdadeira igreja é formada pelo trigal que não entra na intriga do joio, mas vive integralmente para a glória de Pai.

Quem não gosta de igreja, não pode ser igreja. Ora, se não formos igreja, não somos filhos de Deus, mas, se formos filhos de Deus não há lugar para ressentimento ou amargura em nossos corações. A igreja de Deus não odeia a quem não gosta dela, ainda que seja perseguida ou dilapidada por seus inimigos.

Há muitos que se preocupam mais com o respeito humano do que com a plena aceitação em Cristo. Mendigos, “a igreja é a herdeira da cruz”, portanto, levemos o morrer de Jesus em nós, para que Sua vida se expresse também em nós.

Do velho mendigo, GP.

O ESPÍRITO DA CRUZ. 73 – O Milagre do “Nascer de Novo”

Jesus disse: “o que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é espírito”. Aqui nós vemos dois nascimento: o do bebê e o do novo ser, um ser espiritual.

O neném nasce descendente de Adão. Ele é carne e carnal. A nova criatura é um milagre da graça e nasce através do Espírito Santo, como uma realidade espiritual. A criança cresce e continua sempre sendo carne. Mas, um dia essa pessoa pode nascer de novo e se tornar uma nova criatura. Ela nasce do Espírito e é espírito, mas continua como carne, ainda que perca a sua condição de carnalidade permanente.

O que é nascido da carne continua sendo carne. O que é nascido do Espírito é espírito e permanece espírito, mesmo vivendo na carne. Neste caso, o espírito é espiritual e continuará espiritual, mas a carne que continua sendo carne, não viverá na carnalidade.

Quando alguém nasce de novo, não deixa de ser carne ao ter sido feito espírito vivificante, porém, deixa de ser dirigido pela carnalidade da carne. Ele é carne, mas não é mais carnal. Aquele que é espírito, é espiritual, e embora, continue na carne, não é carnal.

A carnalidade é o resultado da carne sem o novo nascimento do espírito. Uma vez nascido de novo, a carne continua sendo carne, todavia a nova criatura não é mais uma pessoa governada pela carnalidade. Ainda que essa pessoa possa pecar, na carne, a carne, em sua carnalidade, não terá mais domínio sobre ela.

O ser humano na carne, sem o novo nascimento, vive uma ditadura da carne e ainda que não seja depravado na carnalidade, ele é carnal. A nova criatura é espiritual e mesmo vivendo na carne, sempre será uma pessoa espiritual.

Deus é espírito e só se comunica com os Seus filhos de modo espiritual. Não é a psique que se comunica com Deus, mas o espírito. Se não houver vivificação em nosso espírito, não haverá vida relacional com Deus, mesmo que haja uma vida ética cheia dos mais ricos frutos de moralidade. O novo nascimento tem a ver com a vida que se conecta com Deus, não, necessariamente, uma vida sem jaça em sua conduta.

É verdade que a nova criatura terá um comportamento adequado e vida moral digna, mas não é a vida moral digna que vai determinar se houve novo nascimento. O que carateriza a nossa nova criação é, antes de tudo, a sua confiança apenas na Trindade e a total e permanente desconfiança em si mesmo. A fé é nossa plena confiança em Deus ou confiança no Alto e o arrependimento a nossa desconfiança da autoconfiança.

Aquele que nasceu do Alto vive dependente do poder do Alto e em constante arrependimento de si mesmo. Como disse George Whitefield: “Precisamos arrepender-nos de nosso arrependimento e lavar nossas lágrimas no sangue de Cristo.” Mendigos, se formos espirituais até das lágrimas precisamos nos arrepender.

Do velho mendigo, GP.

O ESPÍRITO DA CRUZ – 68 – DOS TALENTOS AOS DONS

A igreja é organismo vivo com a vida de Cristo. Deve ser organizada, sim, sem ser uma mera organização. Todo organismo vivo tem uma organização, porém, nem toda organização é um organismo vivo. A igreja é um organismo vivo organizada pelos dons do Espírito Santo. Não são os nossos talentos, mas os dons que a deixam bem organizada.

Os talentos são naturais, os dons, espirituais. Não existe dom de cantor, existe talento artístico. Os dons são do Espírito e os talentos são nossos. Cantar é talento, mas profecia é um dom para edificação do corpo. A oratória é um talento, o ensino é um dom. Os talentos geram admiração dos artistas, os dons, adoração à Trindade Santa.

Há muito show chamado de culto, mas não passa disso; é show. É lindo, mas não vai além dum espetáculo de talentos. Não estou dizendo que os talentos não podem ser expressões de culto, o que quero dizer é que os talentos sem um espírito quebrantado e a unção, que vem do Espírito Santo, gera apenas vaidade nos artistas e entretenimento no auditório. Assim, a alma se emociona, mas não toca no espírito.

Vemos, na história da igreja, os nossos talentos humanos tentando substituir os dons espirituais, e com isso, observamos a igreja sofrendo por ai com a competição sutil e “espiritualizada” dos talentosos, que querem usurpar o governo do Espírito Santo.

Precisamos entender que a igreja não é uma democracia na qual escolhemos a Deus, mas uma teocracia na qual ele nos escolheu para manifestar a Sua glória refletindo os Seus dons. Não é um grupo de artistas bem dotados, dando espetáculos, mas os filhos do Altíssimo em plena adoração ao Cordeiro de Deus, em perfeita singeleza de coração.

Administrar a igreja através de cursos da FGV, nada tem a ver com administra-la na dependência do Espírito Santo. Ensinar teologia apenas como currículo académico nunca se percebe a identidade do teólogo. Precisamos mais do que uma teologia da cruz, precisamos de teólogos crucificados, exalando o bom perfume da ressurreição de Cristo.

Gosto de William Hendriksen ao dizer: O trabalho da igreja nunca é inútil pois é produto não da mente do homem, mas da graça soberana de Deus, por meio dos dons. É o governo do Espírito de Deus no espírito regenerado do homem, promovendo adoração à Trindade e fazendo brotar o serviço em favor do povo de Deus, sem o foco no servidor.

Os talentos buscam aplausos, mas os dons nunca se exibem. Os talentosos se ressentem quando não são reconhecidos, todavia, aqueles que Deus usa, com Seus dons e os talentos pessoais, não fazem questão dos holofotes, nem se magoam no anonimato.

Mendigos, não vamos criticar os talentos, eles também são dons da criação de Deus. O que se precisa é o espírito da cruz, nos talentos, para que a glória de Deus seja a realidade tanto nestes, como nos dons espirituais.

Do velho mendigo, GP.

COMUNIDADE MENSAGEM DA CRUZ

Minha foto
Aracati - Ceará, Nordeste, Brazil
IRMÃOS, GRAÇA E PAZ! BEM-VINDOS AO NOSSO BLOG. A COMUNIDADE MENSAGEM DA CRUZ EM ARACATI CEARÁ, É FRUTO DA OBRA REDENTORA DE CRISTO NO CALVÁRIO. QUE DEUS O ABENÇOE E EDIFIQUE RICAMENTE NA PESSOA DE SEU AMADO FILHO JESUS CRISTO. NOSSO COMPROMISSO É COM A VERDADE DA PALAVRA DE DEUS. Endereço: Rua Coronel Pompeu, Nº 1644 (próximo ao Ginásio Polivalente), Vila Olímpica (Cacimba do Povo). E-mail: comunidademdacruz@gmail.com - Pr. OSVALDO MAIA